Salão Virtual de Arte Contemporânea VIII - Auras Contemporâneas
A Aura da obra real através do seu meio digital.
Ao trazer obras físicas reais para o espaço expositivo virtual, o Salão Virtual de Arte Contemporânea convida o público a revisitar um antigo debate da história da arte: o da aura da obra em tempos de reprodutibilidade.
Walter Benjamin, em seu célebre ensaio “A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica” (1936), definiu aura como a “única aparição de uma distância, por mais próxima que esteja”. Essa aura, segundo ele, estaria atrelada à unicidade, à presença física e à experiência irrepetível diante da obra original.
No entanto, o que acontece com a aura quando a arte transita para o espaço digital?
Nesta galeria virtual, as obras físicas — com toda sua matéria, textura e presença — são traduzidas para uma outra linguagem: a da imagem, da luz e da interatividade. Longe de extinguir a aura, esse processo a transforma. A obra ganha novas camadas de sentido ao ser vista fora de seu espaço físico. Ela adquire uma aura expandida, que não reside apenas na materialidade, mas na atmosfera construída entre imagem, interface e experiência.
Aqui, o público se aproxima da obra por outros caminhos: não pelo toque ou pela escala real, mas por meio do tempo de contemplação, da navegação livre, da imersão individual e da interatividade digital. A aura, portanto, não se dissolve — ela migra, se atualiza e se refaz no encontro entre o real e o virtual.
Assim, o Salão propõe uma experiência que reafirma a potência da obra física mesmo em sua presença virtualizada, revelando que a aura da arte, mais do que um conceito fixo, é um fenômeno sensível que se adapta aos meios e aos tempos.
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